10 maio 2016

Eu Li #49 * O Bangalô - Sarah Jio

Como vão queridos?

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Sei que nunca mais tivemos sorteios, mas em breve estarei colocando alguns no ar e de um jeito super fácil e descomplicado de ganhar. Então fiquem ligadinho aqui e em nossas redes sociais para não perder nada!
E hoje é dia de resenha! Trata-se de livro muito lindo que está na lista de MELHORES DO TRIMESTRE e que vale a pena que vocês o conheçam. Vamos lá? 
 Quanto tempo você está disposto a esperar pela sua felicidade?
R$ 19,20 até R$ 29,60


 MEU COMENTÁRIO

O início da história retrata a protagonista já idosa, vivendo a sua vida e deixando o passado bem guardado no coração e na memória. O que ela não espera, é que a correspondência entregue pela neta, Jennifer, fará com que antigos sentimentos venham à tona, mudando ainda mais a sua vida... e é a partir dessas lembranças sendo recontadas a sua neta que conheceremos toda a história de vida dela.

“Não se pode desempenhar um papel na vida, especialmente no Amor"
O Bangalô conta a história de Anne Calloway, uma moça que tem tudo que todas as outras queriam naquela época: Um noivo rico, bonito, que a ama, é formada em enfermagem e pertence a uma família social e financeiramente estabilizada, apesar de existirem alguns segredos e mágoas em meio aos relacionamentos de família, que serão revelados depois.
Anne tem uma melhor amiga, Kitty, que é na verdade o oposto dela em quase tudo. Anne é recatada, comedida e extremamente responsável; já Kitty, é impulsiva e exuberante, o que faz com que essa amizade seja feita de dois extremos que se completam.
Anne está noiva e Kitty está mais uma vez apaixonada por algum homem impossível e recorre a amiga, que também cheia de dúvidas e insatisfações com a sua vida "aparentemente" perfeita, resolve acompanhar Kitty em uma aventura que irá mudá-las de um modo irreversível. E assim, pedindo um tempo ao noivo, Gerald (foi aí que percebi que ele a amava) para que pudesse fazer a viagem, Anne embarca rumo à ilha de Bora-Bora para ajudar no esforço de guerra atuando como enfermeira numa base do exército.
Ao desembarcar na ilha Anne jamais poderia imaginar os acontecimentos que ocorrerão nesse lugar e é aí que aventura começa. Fazendo parte de um grupo de enfermeiras numa base do exército lotada numa ilha paradisíaca e constituída apenas de homens, elas começam a ver quão diferente da  realidade a qual estão acostumadas é a que deverão se adaptar.
Na primeira noite Anne conhece Westry, um soldado bondoso e de bom caráter que irá encantá-la, embora ela negue bastante esse fato. O modo como se dá esse encontro já mostra o valor do rapaz, que a defende de um outro militar bêbado que a desrespeita. Ele toma o partido dela, sem nem ao menos a conhecer e ela retribui tratando do ferimento em sua mão. E assim, de forma sutil começa a nascer um sentimento que demora um pouco a se desenvolver já que Anne está noiva e não quer fazer algo incorreto... Mas mesmo lutando contra o sentimento, ela não é forte o suficiente. 
Depois de encontros não planejados Anne e Westry por fim passam a ceder ao que sentem e é quando encontram um bangalô; uma construção semi oculta na vegetação próxima à beira mar, transformando-se no refúgio secreto dos dois, que com muito cuidado para não serem notados, passam a arrumar o lugar e se corresponderem por codinomes, envolvendo assim o romance e o próprio bangalô em uma atmosfera misteriosa e singular.
Um tempo depois, em contato com os nativos da ilha, eles ficam sabendo de uma maldição que ronda o bangalô o que os deixam entre o ceticismo e a preocupação, afinal estão em uma guerra, uma situação da qual podem perder a vida, e o relacionamento deles corre perigo diante dos muitos obstáculos que suas vidas além daquela ilha significavam.
 "Vinte e sete de novembro. Era uma data sem importância, apenas um pontinho no calendário. Mas foi também o dia que mudou minha vida: o dia em que comecei a amar Westry."
Kitty, que chamou a atenção dos militares e do comandante da base desde a hora que chegou divide um quarto com a amiga e continua a ser o mesmo ser vivaz de sempre, sai cada vez mais e chega cada vez mais tarde, no começo dizendo que se encontra com um dos militares (ela até sai com ele em grupo), mas com o passar do tempo Anne começa a perceber que não há muitas verdades naquilo que Kitty conta e ela começa a perceber que a luz que existe na amiga começa a se apagar aos poucos.
A amizade delas não é mais a mesma e por conta das atitudes estranhas de Kitty ambas passaram a se afastar, mas mesmo assim Anne tenta cuidar de Kitty, o que é quase impossível devido ao comportamento arredio e incomum da moça. Na verdade eu captei bem rápido o que estava acontecendo, e apesar de mudar de ideia algumas vezes durante a narrativa (ponto para a autora), a minha ideia se revelou correta no fim.

Em meio aos vários personagens, a rotina de Anne e Kitty na enfermaria (e as enfermeiras que se tornaram um ponto positivo na trama) que começa a ficar movimentada devido aos bombardeios e combates cada vez mais próximos e constantes, os acontecimentos suspeitos da ilha que começam a ser revelados e deixar a narrativa cada vez mais movimentada e recheada de mistério.
Uma noite de chuva e de amor, uma cena que eles jamais irão esquecer, um assassinato, uma descoberta e os rumos da guerra mudarão drasticamente os destinos de cada um. Ou será que esse era o destino? Será que a maldição era verdadeira? 
“- É um mundo louco lá fora, Anne. Guerra. Mentiras. Traição. Tristeza. Tudo ao nosso redor. – Ele pegou meu rosto entre as mãos. – Da próxima vez que se preocupar que eu esteja me distanciando, venha aqui. Venha ao bangalô e sentirá o meu amor.” Pág.146
Com uma história intensa e que eu prefiro não esmiuçar mais do que já fiz para não dar muitas informações, "O Bangalô" é um romance com uma história contada dentro de outra história (amo isso!), se passa durante a II Guerra Mundial e não é nada cansativo, ao contrário, a escrita é muito fluída e empolgante. Afinal, quem não se entretem com um romance bem construído e baseado em amor, amizade e altruísmo?
Mistérios permeiam a história e cada cena possui suspense, o que nos faz virar cada página de forma sedenta. Confesso que desconfiei de alguns fatos, mas a trama se revelou imprevisível em sua previsibilidade. Até agora não sei se fiquei lendo durante a madrugada porque estava com insônia ou se fiquei com insônia porque não conseguia parar de ler!
O desfecho dessa história é algo que eu realmente não imaginei. Claro que pensei em uma coisa ou outra que se confirmaram mas história é realmente contada de forma competente e minunciosa.  A leitura é emocionante e te leva aos extremos da emoção, de uma certa raiva e de muita curiosidade para encaixar as peças desse quebra cabeça. O nosso coração bate mais forte com a história de Anne e Westry.
Os personagens são bons, simples porém bem construídos. Confesso que gostei bastante da Anne e do Westry, mas não suportei a Kitty em nenhum momento, mesmo ela tendo "sofrido" o que sofreu. A achei desde sempre muito egoísta e egocêntrica e tudo o que ela fez no decorrer da narrativa me deixou com mais raiva ainda. Bom, coisas de leitor que se empolga com história. rsrsrsrs. 
O Bangalô é um livro com elementos lindos e até mesmo poéticos, desde a descrição das cenas, a ambientação e até as personalidades dos personagens. Leria novamente e com certeza indico essa excelente história para todos vocês! Indico também "Violetas de Março" da mesma autora, também é maravilhoso!
Não posso julgar os elementos físicos pois li em e-book, mas a capa é linda e muito condizente com a história.  Portanto, parabéns à Sarah Jio pela hitória incrível e à editora Novo Conceito por publicar mais esse livro ótimo! 
É sério, Leiam! :)
 Me contem aí o que acharam e que se já leram! Beijos!

10 comentários:

  1. Luana!
    Li o livro também e sou totalmente encantada com a escrita da autora que nos transporta por lugares inimagináveis.
    Adoro a inda e vinda entre o passado e o presente, e no caso, por se passar no tempo de guerra, adoro “A sabedoria é a única riqueza que os tiranos não podem expropriar.” (Khalil Gibran)
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    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    livros assim.

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    Respostas
    1. Oi Rudy!
      É exatamente por essas coisas que gosto da Sarah e amei O Bangalô...
      É uma história muito especial.
      Beijo!

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  2. Nunca li nada desta autora... valeu pela dica!!
    Até já tinha ouvido falar sobre este livro... é tanta coisa boa pra se ler!!

    Já to seguindo no insta (já seguia, na verdade) e agora acompanhando face e blog!
    Beijinhos, Jeh

    http://colecionadoresdelivross.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Jeh!
      Te indico essa leitura com toda a certeza e espero se goste!
      Estamos nos seguindo! Beijo!

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  3. Parabéns pela resenha Luana! Já li O Bangalô e amei! Beijo!

    www.newsnessa.com

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    1. Oi Nessa!
      Que bom que também amou! É uma história maravilhosa não é?
      Beijo!

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  4. Oi, Lu!
    Já vi muitas resenhas bem positivas sobre esse livro, mas ainda não bateu o interesse em ler :(
    Beijos
    Balaio de Babados

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    Respostas
    1. Lu,
      Perde tempo não!
      Quando bater a vontade e ler um romance... vai em frente que não tem erro! (Eu espero. Kkk)
      Beijo!

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  5. Oi Lu! Eu li apenas um livro da autora, mas achei sua narrativa bem sensível e comovente, O Bangalô está na minha meta deste ano e pelo que li na sua resenha, vou amar.

    Bjos!! Cida
    Moonlight Books

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  6. Tenho violetas de março e ainda não li, todos elogiam os livros dessa autora. Pretendo ler em breve. Sobre O Bangalô, confesso que por ele ter a segunda guerra como cenário me desanima um pouco mas acabei ficando curiosa após ler sua resenha, quem sabe o leia. Enfim gostei de saber suas impressões sobre a leitura e seu post ficou bem completo.

    Leituras, vida e paixões!!!

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