19 junho 2012

Matéria - "O livro que não pode esperar..."

Oi Gente!


O post de hoje é sobre uma nova "invenção" que vai causar polêmica no mundo literário...
Zapeando pela internet, encontrei uma coisinha que me deixou pensando... e como gostaria de ouvir mais opiniões a respeito, nada melhor do que além de ouvir o que vocês acham eu ainda divulgo essa nova forma de livro...
A questão principal é a seguinte: Uma editora Portenha, resolveu criar livros que desaparecem com o ar. O QUÊ??? Ficou meio confuso não? Eu também fiquei. A ideia veio da Editora Eterna Cadencia, que criou uma coletânea formada por livros com tinta especial, também desenvolvida pela própria editora. O porém é que, pasmem, ela some em dois meses, isso mesmo: DOIS MESES, quando são expostas a duas substancias super comuns e praticamente impossíveis de evitar: Ar e Luz.
O objetivo que é divulgado pela editora consiste em dar chances a novos autores de serem lidos. E que pressionados pelo tempo, os leitores encontram novos autores que assim podem receber convites para novas publicações. 
O invento já tem feito algum barulho na mídia especializada e surpreende por trazer uma nova dinâmica à leitura, um tempo híbrido entre o instantâneo da web e a pausa para um café e um bom livro.  (Blog Mauro Amaral) 
Minha opinião é:

A explicação dada pela editora não me convenceu. Acho que muitas outras ações podem ser feitas para a maior valorização dos novos autores (que apoio demais). 
Tenho curiosidade em ler um livro assim. Porém não seria uma coisa que eu apoiaria. Em minha opinião se essa moda "pegasse", seria um grande desrespeito em relação aos registros de informação, além de ser um modo muito forçado de formação de leitores assíduos.
A obrigação de ler um livro leva a um receio, ou a associação de "castigo". Essa imposição do ato da leitura e a distorção de sua importância em nossa cultura foi algo bastante decisivo para a situação atual dos brasileiros, que segundo pesquisas, leem aproximadamente quatro livros por ano (:O)... Sempre que escuto isso penso: Será que sou brasileira? kkk.
Enfim, acho que essa nova invenção é inovadora até a questão física da coisa... Poxa, que interessante! Um livro que se apaga quando exposta às coisas mais comuns... Mas na hora de pensar como leitora e pensar no aspecto social acho que isso devera parar nessa coletânea. Novas ideias são bem vindas, mas toda forma de restrição de conhecimento é de certa forma um "crime informacional", pois o grande atrativo do livro é a facilidade de lê-lo e qualquer lugar, em qualquer hora. Prefiro então continuar sem o medo de que o que leio despareça diante de mim.



Assistam um pouco do vídeo de divulgação:

E então, o que vocês acharam? Aguardo os comentários! Beijos*

16 comentários:

  1. Poo, doideira isto hein?!

    Imagina você ser obrigado a ler, quer dizer, e quanto a cultura, a história, a paixão por leitura e o prazer em ser ter coleções de livros...tudo isso acaba com o tempo? Tudo se apaga?
    Não concordo com isto. Existem várias outras formas de se ajudar, de se valorizar novos autores.
    Minha opinião, isso é puramente consumimos da parte das editoras, pois quando mais livros se apagarem mais livros serão comprados, o que não quer dizer que mais livros serão lidos, até porque muita gente não tem tanto tempo disponível assim.

    Beijão flor! Ótimo post!

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  2. Concordo com você, Lu!!!

    Um livro não pode ser lido por obrigação, mas por prazer, no ritmo de cada um!!! Essa imposição do tempo tira todo o prazer da leitura, pois um livro não nos impõe nada... o livro é generoso, ele divide conosco histórias, sentimentos, segredos!! E quer coisa mais linda que aquele livro conservado, na estante, para as futuras gerações também o lerem?

    Em vez de agilizar o fluxo de leitura das pessoas, acho mais viável manter/aumentar a qualidade dos autores publicados. É assim que se desperta o interesse pela leitura! Não com o tempo esgotando, mas com a curiosidade acesa lá dentro, louca para saber o que vai acontecer, devido a uma história muito bem escrita!


    Beijinhos!!!

    Samanta Holtz
    autora de O Pássaro

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  3. Adorei o post, Luah. Tema interessante. Mas mais ainda, a sua opinião. Concordo que existem muitas formas de abrir o mercado para os novos escritores e para valorizar a literatura sem que seja preciso pressionar o leitor através de um prazo fatal para o livro. O livro é um objeto que deve ser estimado e conservado ao longo das gerações e não esvaziado e depois descartado. Talvez eu veja isso apenas pelo lado romântico, mas como você bem disse, Luah, os livros são registros de cultura, de intelecto, são registros nossos que não devem ser simplesmente "apagados"...
    Portanto, eu sou totalmente avessa à essa ideia dos livros "perecíveis", partindo do princípio que a literatura visa exatamente o contrário. Não devemos apagar memórias e histórias, mas mantê-las vivas.
    Junto-me à você: que medo! :P

    Beijocas,

    Lu

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  4. Bem a invenção deixa a todos curiosos, mas realmente eu ficaria triste com um livro assim....tantas coisas podem acontecer...a sei lá e pensar que para reler a obra teria que recomprar a mesma é desanimador, porque o leitor viciado gosta de poder voltar a melhor história e vivê-la novamente, claro que jamais todos irão conseguir ler todos os autores lançados no mundo, é muita coisa e isso para mim depende de como o autor cativa um leitor que está disposto a espalhar seus feitos por ai. O Sucesso de um livro depende da divulgação e de quem o lê.
    É legal a ideia, mas eu não compraria um livro assim...rsrs...amei o post amiga...beijoaks elis
    http://amagiareal.blogspot.com/

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  5. Bom dia :)
    É uma idéia bem diferente...mas eu não compraria um livro assim :O

    Eu vi essa pesquisa citada de que lemos 4 livros por ano...algumas vezes leio 4 por mês kkkk

    Beijos e cuide-se

    RIMAS DO PRETO

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  6. Oi amiga, olha, não gostei.... fiquei revoltada com isso, e se eu ler o livro e gostar muito e quizer ler de novo daqui a dois meses?!

    hump?!

    http://dailyofbooks.blogspot.com.br/
    beijoss

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  7. Eu não considero esta ideia interessante por todos os motivos que você citou. Não sei como funciona esta editora "Eterna", contudo, se ela não permite a publicação da mesma obra por outra editora, que sentido faz para um autor escrever algo que irá desaparecer em dois meses?
    Concordo também sobre a imposição da literatura e acredito que os brasileiros leiam tão pouco (também acho que não sou brasileiro, rs) por uma parcela de culpa, em grande parte, dos profissionais da educação.
    Como acabo de mencionar, em parte, porque isto deveria e deve vir de família, porém, como há muitos pais que já são os que odeiam ler. Como então passarão aos isto a outras gerações?
    Acaba caindo nas costas dos educadores que insistem ainda em ficar exigindo e determinando o que deve ou não ser lido, impondo aos alunos obras clássicas as quais eles, tal como seus pais que aprenderam a não gostar de ler, não estão preparados para leituras e vocabulários complexos e acabam pegando aversão a leitura. E isto se torna um círculo vicioso.
    Nada imposto é legal e, mesmo os que curtem ler, gostam de ter seus livros na estante, relê-los, destacar trechos...

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  8. Pode não ter sido a ideia princial da inovação, mas nos remete a morte da leitura. Apagar os rastros da literatura? Então para que ela existiria?

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  9. Oi Lu, odiei a ideia dessa editora... é como se eles tratassem e manipulassem os seus leitores. Sem dúvida eu não gostaria de ter esse livro em mãos, pelo simples de que não só eu como outras pessoas que leem ou mesmo iniciam ela muito tarde, não tem um habilidade durante a leitura, à pessoas que tem um ritmo mais calmo e preferem demorar mais e perceber os mínimos detalhes.
    Creio que esta ideia só diminui mais a entrada de novos leitores.

    http://weboysforlife.blogspot.com.br/

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  10. Oi quase xará, tudo bem?
    Nossa, essa me pegou de surpresa. Eu não apoio essa ideia porque no caso, as informações iriam sumir! Imagina se todas os registros do mundo sumissem de uma hora pra outra? Bem estranho!

    Um beijo,
    Luara - Estante Vertical

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  11. Olá , boa noite!!

    Pra início de conversa essa Editora "Eterna",já tem seu nome equivocado a partir de seu ideário, deveria, então, chamar-se "Efêmera"!! rsss
    Penso como os demais comentaristas presentes, e acrescento que essa péssima idéia vingasse, porque seria o decreto do fim das Ciências Histórias e Experimentais, haja vista, que esses documentos desintegrariam em pouco tempo. Entretanto, não creio que essa novidade desastrosa consiga se impor no mercado, por não se tratar de algo útil para a humanidade.

    Parabéns pela postagem de um assunto importante pra nossa reflexão.

    Abraços da Lu...

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  12. Nossa Lu que louco, com certeza apoio a sua opinião, além disso de que adiantaria ter esse "tipo" de livro se não poderia reler depois de um tempo???
    Imagina estar lendo e de repente as páginas se apagarem, lembrei do filme "história sem fim" =/

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  13. A graça das palavras registradas é a possibilidade de se tornarem eternas. Penso também nessa situação: Amei o livro, li dentro do período de dois meses, depois de um tempo, quero relê-lo... E agora?
    Essa explicação da editora também não me convence nenhum pouco, sinceramente. A novidade é bacada por todo o aspecto inovador da coisa, mas pra mim não funciona ao ser usada com relação aos livros. Além disso, como já bem disseram os comentários acima, cada pessoa tem seu ritmo de leitura. Como aproveitar e curtir uma coisa que fazemos por obrigação, de um modo restrito e limitado? Isso não é ler.

    Beijos,
    http://www.ideias-defenestradas.blogspot.com.br/

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  14. Luana, tudo bem?
    Excelente post este teu!
    Concordo totalmente contigo e acrescentaria o fato de que muitas vezes lemos mais de uma vez um livro, os que tenho aqui em casa, que são poucos porque faço doação da maioria, releio trechos ou às vezes, até todo, em alguns casos. E também fiquei agora pensando nisso mesmo, na doação de livros, será que não é isso que essa editora quer impedir? Que os livros sejam doados, colocados em bibliotecas, repassados? justamente para manter o valor comercial?.... hummm... isso me cheira a jogada de marketing.

    Beijos e ótimos dias!

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  15. Tipo, achei muy loco essa idéia, tipo nada ver...
    Na minha opinião livro é algo para ser guardado e repassado. Sem mais
    ^^
    Beijos
    Bruna
    Livros de Cabeceira

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